Eu me apaixonei e tinha ciúme de mulheres, mas acho que abstraía o fato de os
Mônica. Mas e o homem homossexual, qual será a razão que o leva a se relacionar com
Kleyson Barbosa - Colaboração para o UOL
Muitos aspectos de nossa personalidade são influenciados pelos astros, e isso inclui a maneira como agimos na cama. Tem curiosidade de saber como é cada signo na hora "H"? O UOL consultou os astrólogos Oscar Quiroga e Robson Papaleo e a taróloga e vidente Cléria Peixoto para desvendar como é a intimidade de todos os signos do zodíaco. Veja abaixo:
Áries
Quem já se relacionou com alguém deste signo sabe: para os arianos, as paixões são tão intensas que eles entram de cabeça quando se sentem atraídos. Na cama, o representante de Áries é competitivo. Embora goste de ser caçado, o ariano prefere assumir o comando e deixar claro que é ele quem toma as iniciativas.
Touro
Os taurinos amam sem pressa e com eles as preliminares serão bastante demoradas e muito excitantes. Tenha calma, porque a pessoa de Touro muda de humor se for pressionada. Ela se entregará muito mais se você der tempo ao tempo. A pessoa de Touro vai escolher muito bem a hora e local para o sexo --de preferência, com lençóis macios e em um ambiente aconchegante. Se pretende um lance mais maluco, como lugares públicos ou banco do carro, pode esquecer.
Gêmeos
Os geminianos têm um beijo criativo e podem se sentir inseguros em um primeiro contato. Contudo, quando adquirem intimidade, criam um verdadeiro jogo de sedução. Eles gostam de fantasiar e as preliminares dão um enorme prazer. O toque é algo que fascina o geminiano, já que eles adoram descobrir o corpo do parceiro com a ponta dos dedos e gostam de ser tocados da mesma maneira. Mas um aviso: a pessoa de Gêmeos se apaixona e desapaixona facilmente e é capaz de ir para a cama com várias pessoas. Então, cuidado ao se apegar rápido demais.
Câncer
Na cama, os cancerianos são bastante apaixonados. Criativos na hora do sexo, seus beijos são recheados de romantismo. Também gostam de abraços demorados e longas preliminares. Uma dica para deixar os cancerianos excitados é tocá-los levemente com os dedos, passando pela nuca e barriga. Um ambiente perfumado e arrumado também é fundamental. E uma dica: a penumbra no ambiente é bem-vinda, pois muita luz o intimida e ele pode se sentir muito exposto.
Leão
O leonino está sempre envolvido em uma aventura amorosa, mesmo que seja na sua fértil imaginação. Eles curtem fantasiar e são cheios de ideias e propostas inusitadas na hora do sexo. Pessoas do signo de Leão gostam de alternar beijos com palavras de amor e sacanagem. Mas engana-se quem pensa que o leonino é só safadeza: eles também adoram carícias e afagos. Uma boa dica é passar as pontas dos dedos em suas costas, em forma de garra, arranhando delicadamente. Eles vão adorar!
Virgem
Com medo de depender de alguém, o virginiano não se abre facilmente na cama e conduz o sexo do seu jeito. Apesar de tímidos no começo, os virginianos são muito meticulosos e, quando sentem confiança, procuram descobrir todos os pontos de prazer da outra pessoa, buscando o máximo de tesão na hora do sexo. Muito gentis e sensuais, adoram ouvir sussurros e odeiam transas rápidas, procurando prolongar as preliminares na tentativa de descobrir todos os mistérios da outra pessoa. Deixe a coisa rolar por mais um tempo e você se surpreenderá com a desenvoltura dos virginianos.
Libra
Os librianos são os mais sedutores do zodíaco e sabem criar um clima erótico perfeito para saborear suas conquistas. Mesmo nos momentos mais quentes na cama, os librianos valorizam uma boa dose de requinte e sofisticação. Eles gostam de carícias, sussurros no ouvido e de receber carinho. Um alerta: de tão sedutores, os librianos não gostam que peguem no pé deles.
Escorpião
Os escorpianos são os mais sensuais do zodíaco. Adoram sexo e são incansáveis na cama. Eles sabem acariciar, abraçar e beijar como ninguém. São bastante intensos nas preliminares --que podem ser intermináveis-- e fazem o parceiro chegar ao êxtase só com o toque das mãos. Não se assuste se um escorpiano sugerir coisas estranhíssimas e exóticas em uma relação sexual; você não vai se arrepender. E tenha fôlego, pois ele pode ser insaciável.
Sagitário
Cama? Para o sagitariano, muitas vezes esse é um item dispensável. Eles adoram transar em lugares (e horários) bastante inusitados, como praias desertas e barracas. O sagitariano é um ser acrobático. Além de adorarem novas formas de prazer, gostam de criar um clima especial antes do sexo. Seus beijos começam devagar e vão esquentando, na medida em que sentem que estão agradando. No entanto, eles possuem uma instabilidade amorosa muito grande.
Capricórnio
Os capricornianos aparentam ser frios e reservados, mas se transformam em um furacão na cama. Eles usam as mãos como forma de proporcionar prazer a outra pessoa e gostam muito das preliminares. Às vezes, parecem estar adiando o momento do gozo. Mas acredite: eles estão curtindo ao máximo. Capricornianos também são discretos na hora de escolher o local do sexo. Gostam de tranquilidade, pouca luz e um ambiente sem muita sofisticação.
Aquário
Pessoas deste signo adoram uma loucurinha. Criativos, inovadores e amantes do que é exótico, gostam de transar em lugares impróprios e sempre variam as posições. São muito curiosos e ficam empolgados quando o sexo vai além do clichê. Gostam de ir direto ao ponto e não perdem muito tempo com preliminares. Mas eles também sabem ser muito românticos, revelando um lado doce surpreendente.
Peixes
Vai transar com alguém do signo de Peixes? Então reserve bastante tempo. Eles adoram as preliminares e vão prolongar ao máximo esse momento. No sexo, também vão querer curtir cada instante. O beijo das pessoas de Peixes é bem caprichado: eles beijam apalpando cada pedacinho do corpo. Para completar, eles ficam estremecidos quando recebem carinhos com a ponta dos dedos e adoram fantasias eróticas para apimentar a vida sexual.
Guia de posições sexuais promete ajudar pacientes com artrite e dor
CLÁUDIA COLLUCCI - DE SÃO PAULO - 15/01/2017 02h00
Brasileiros com doenças reumáticas, que causam dores nas articulações, vão ganhar um guia com dicas práticas e várias posições que facilitam as relações sexuais.
É uma espécie de "Kama Sutra" (texto indiano milenar sobre o comportamento sexual humano) voltado para pacientes com artrite, mas que também pode ser útil a outras doenças que afetam as articulações, como artroses, lúpus, psoríase e fibromialgia.
Pesquisas indicam que muitos desses pacientes têm uma vida sexual bem limitada (às vezes, nem têm) por conta das dores, fadiga e rigidez muscular. Nos consultórios, a falta de vontade de fazer sexo é uma das líderes no no ranking de queixas.
Inspirado em uma publicação da fundação britânica Arthritis Research UK, o guia já foi apresentado aos reumatologistas brasileiros e, agora, a linguagem está sendo adaptada ao público leigo.
Segundo Lícia Maria da Mota, professora da Universidade de Brasília (UnB), uma das autoras do guia, um rascunho da publicação será apresentado aos pacientes ainda neste mês para testar o nível de compreensão e esclarecer dúvidas.
"O tema é um tabu entre médicos e os pacientes. O médico não é treinado para isso. Ele pergunta sobre dor, sono, dieta, mas nada sobre a vida sexual. O paciente, por não encontrar espaço, também não fala sobre isso."
Um estudo coordenado pela médica mostra que 80% de 68 mulheres entrevistadas relataram algum tipo de disfunção sexual. Outras pesquisas internacionais apontam índices semelhantes. "Há pacientes que choram ao relatar que não têm mais vida sexual."
O terapeuta ocupacional Pedro de Almeida, também da UnB e autor do guia, diz que a vergonha é compartilhada entre pacientes e profissionais. "A ideia é que a cartilha seja um 'gancho' para puxar a conversa sobre o assunto."
Segundo ele, as posições propostas são baseadas na proteção das articulações e na conservação de energia, evitando lesões e cansaço. Há também dicas para as preliminares, como banho a dois e massagem.
A psiquiatra e sexóloga Carmita Abdo afirma que a dor crônica e a limitação de movimentos podem levar à irritabilidade e, muitas vezes, a quadros de ansiedade e depressão. "É um conjunto de situações que desfavorece a relação sexual –um dos pilares da qualidade de vida é ter uma vida sexual satisfatória."
Dependendo do estágio e das manifestações físicas da doença (como deformações), a autoestima das mulheres piora e isso prejudica a busca por um relacionamento, diz.
As pacientes também sofrem com efeitos colaterais de medicamentos, como secura vaginal e retenção de líquido, o que também interfere no desejo sexual. Segundo Lícia, existem medicamentos alternativos e é possível alterar o esquema de doses para evitar transtornos.
Para Carmita, é fundamental que as informações sobre a doença e os seus efeitos sejam divididas com o parceiro ou a parceira. "Às vezes, ele não entende as limitações ou as inseguranças do outro. É importante deixar claro que o interesse permanece", diz.
A professora de ensino médio Juliana, 43, sofre de artrite há dez anos e diz que, no início, foi difícil aceitar uma vida mais limitada. "Comecei a derrubar as coisas, não conseguia escrever. Além da dor, você se sente um lixo, acha que não vai agradar mais ninguém", diz ela, casada há seis anos.
Um namoro, na época do diagnóstico, não deu certo: "Eu sentia dor e ele achava que era frescura minha."
Para ela, o guia de sexo é interessante, mas as questões emocionais vêm em primeiro lugar: "Sem melhorar a autoestima, por exemplo, não há guia que dê jeito."
Sem prazer nenhum: elas contam por que não gostam de ser tocadas nos seios. Altamente vascularizados e por isso sensíveis, os seios não são uma zona erógena para todas as mulheres:
23/6 - Adriana Nogueira
DO UOL
Há mulheres que dizem serem capazes de atingir o orgasmo só com estimulação dos seios, mas, na contramão dessas, existem aquelas que não suportam serem tocadas na região.
Na teoria, por serem altamente vascularizadas e sensíveis, as mamas são zonas erógenas importantes, mas essa característica não é capaz de convencer certas mulheres a se entregarem a carícias na área. Os motivos vão desde simplesmente não sentir prazer, ter hipersensibilidade frequente ou traumas por experiências passadas. No último caso, quando o toque causa angustia e sofrimento, a terapia pode ser uma saída para alcançar o bem-estar. Portanto, não se envergonhe. Assim como qualquer carícia sexual, ela só será proveitosa se você se sentir bem.
A seguir, três mulheres, sob a condição de anonimato, abrem o jogo sobre o tema e como isso as incomoda.
Bacharel em direito e escritora, 38 anos
"Do início da vida sexual, aos 14 anos, até os 32, só transava de sutiã. Minha relação com meus seios era complicada. Não gostava do formato, do tamanho. De nada sobre eles. Essa insegurança me fazia repudiá-los, então, o contato incomodava. A relação com eles mudou com o nascimento das minhas filhas [uma de sete e outra de 13 anos]. Eles passaram a ser úteis. O interessante é que hoje, depois de amamentar cada uma por um ano e meio, descobri outras utilidades para eles (rs). E olha que a gravidez e a amamentação não melhoram em nada formato e aparência. Muito pelo contrário. Hoje são murchos e caídos, mas morro de medo de colocar silicone e perder sensibilidade. Atualmente, tenho orgasmos incríveis só com a estimulação dos mamilos. Eu me divorciei quando ainda amamentava a mais nova. Minha autoestima melhorou muito com a separação. Lembro de uma vez que foi marcante. Um carinha com quem estava saindo veio tirar meu sutiã. E eu segurei a mão dele e disse que não gostava. Ele tirou minha mão e disse: ‘Problema seu’. Pronto. Descobri que podia ser incrível. Hoje meu namorado não me deixa nem dormir com roupa. Acho que fui gostando de estar nua. Aceitando meu corpo como ele é. Principalmente aprendendo a amar a mim mesma. Isso foi crucial.”
Advogada, 37 anos
"A única pessoa que não me importo que toque nos meus seios é o meu ex-marido, com quem estou retomando o relacionamento. Desde os 23 anos, quando comecei a transar, nunca gostei de carícias com as mãos. Fico mesmo muito incomodada quando acontece. É como se tirassem o meu prazer. Não me importo com carícias de outras formas na região, como com a boca. Não sei o porquê de não gostar. Não acho meus seios feios nem nada do gênero. Até hoje, nunca ninguém pareceu se incomodar com essa minha restrição. Tem outras coisas que gosto e faço que compensam. Também não sou ríspida ao falar que não gosto. Nunca encarei como um problema. No sexo, tudo é questão de preferência, mas sei que devo ter perdido oportunidades de gozar, ao interromper o toque de alguém."
Publicitária, 30 anos
“Para ser sincera, não sei o que desencadeou, mas tenho na memória, desde o início da vida sexual, de não gostar que encostem nos mamilos, principalmente quando são toques delicados, que me remetem a cócegas. Sinto muita aflição. Lembro de uma vez que fui fazer um ultrassom das mamas e foi horrível, aquele gelado do gel me deixava arrepiada e bem desconfortável. Fiquei dura na cadeira rezando para acabar logo. Hoje em dia, sou casada, e meu marido sabe que não gosto. Deixei claro para ele desde o início do relacionamento, mas, quando era algo sem muita intimidade, dava umas esquivadas quando tentavam alguma coisa na região. Já aconteceu de o cara insistir e eu cair na risada por causa da sensação. Mas o fato de eu não gostar, nunca foi um tabu para mim na hora do sexo.”
Do UOL, em São Paulo
Você já parou para pensar com quantas pessoas seu parceiro(a) dormiu antes de conhecer você? Apesar dos tempos modernos, um estudo realizado pelas universidades de Nottingham, Bristol e Swansea, e publicado no Journal of Sex Research, descobriu que o número mágico ideal, tanto para homens quanto para mulheres, é relativamente baixo: três.
O objetivo da pesquisa foi explorar como a história sexual das pessoas afeta sua atratividade. Utilizando um questionário na internet, 188 participantes avaliaram a sua vontade de estabelecer um relacionamento com um indivíduo hipotético, que teve um número específico de parceiros sexuais passados, variando de zero a mais de 60. Descobriu-se que o efeito do número de parceiro anterior era muito grande.
Para indivíduos que estavam em um relacionamento com perspectiva de longo prazo, a maioria disse preferir que seu novo parceiro tivesse dormido com apenas duas pessoas. Os resultados também revelaram que as mulheres são menos atraídas por homens que fizeram sexo com mais de seis pessoas antes delas. Já eles citaram 11 parceiros como o ponto de corte médio.
O Dr. Steve Stewart-Williams, pesquisador do estudo, explicou que um parceiro com uma história sexual extensa é estatisticamente uma aposta ruim como um companheiro de longo prazo fiel e comprometido. "Ao contrário da ideia de que a promiscuidade masculina é tolerada, mas a promiscuidade feminina não é, ambos os sexos expressaram relutância igual para se envolver com alguém com uma história sexual excessivamente extensa", ressaltou.
O relatório constatou ainda que as únicas diferenças sexuais significativas era que os homens estavam mais dispostos a se envolver com uma virgem ou com alguém com um baixo número de parceiros sexuais passados. "No contexto de longo prazo, os índices mais elevados de boa vontade para homens e mulheres eram para dois parceiros anteriores, no contexto de curto prazo, eram três", explicou o pesquisador.
No entanto, vale uma ressalva: apesar dos resultados, aqueles que participaram do estudo não obedeceram seus próprios padrões. O número médio de parceiros anteriores foi de 5,81 para as mulheres e 8,4 para os homens.
É um mistério que tem intrigado cientistas há séculos: qual o papel do orgasmo feminino?
No homem, o orgasmo está diretamente relacionado à transferência de esperma, mas nas mulheres o orgasmo não só não é necessário para a concepção, como também está muitas vezes ausente da relação sexual.
Por que, então, as mulheres experimentam essa sensação? Um grupo de pesquisadores nos EUA diz ter encontrado uma possível resposta. E o segredo estaria no desenvolvimento de uma função-chave: a ovulação.
Um novo estudo realizado por cientistas da Universidade de Yale e do Hospital Infantil de Cincinnati sugere que o orgasmo feminino é um vestígio de nosso passado evolutivo, quando as fortes descargas de hormônios que acompanham o clímax eram necessárias para a mulher ovular.
"Sugerimos que o homólogo do orgasmo humano é um reflexo que, ancestralmente, induziu a ovulação", diz a conclusão do estudo.
"Pesquisas anteriores focaram na biologia humana, mas não na evolução de uma determinada característica em espécies diferentes", diz Günter Wagner, professor de Ecologia e Biologia Evolucionária na Universidade de Yale e um dos autores do estudo.
Os cientistas se concentraram no estudo evolutivo e em diferentes espécies de um dos fenômenos que acompanham o orgasmo feminino: a forte liberação de hormônios como prolactina e oxitocina.
"Características homólogas em espécies tendem a ser muito difíceis de rastrear", diz Mihaela Pavlicev, do Hospital Infantil de Cincinnati e coautora do estudo publicado na revista JEZ, Molecular and Developmental Evolution.
"As fortes descargas hormonais caracterizam um dos aspectos do orgasmo feminino e assim seguimos a pista evolutiva dessa característica em diferentes espécies."
Em muitos mamíferos, como gatos ou coelhos, essa descarga hormonal ocorre durante a relação sexual com o macho e é necessária para estimular a liberação de óvulos.
Mas em seres humanos e em outros primatas a ovulação é espontânea e independe da estimulação sexual.
Os pesquisadores observaram que a ovulação induzida apareceu antes da ovulação espontânea, que teria surgido há cerca de 75 milhões de anos.
O orgasmo feminino seria, então, um resquício desse passado ancestral comum, quando uma forte descarga hormonal era necessária para uma função tão vital como a ovulação.
A ocorrência da ovulação espontânea também teria levado a outras mudanças evolutivas, especialmente a realocação do clitóris.
Em espécies com ovulação induzida por atividade sexual, o clitóris fica dentro ou muito perto do canal vaginal.
Já em seres humanos e outras espécies de ovulação espontânea, ele fica mais distante.
"Isso explicaria por que a cópula não é necessariamente acompanhada de orgasmo", disse Pavlicev.
A cientista não descarta, no entanto, que a forte descarga hormonal possa estar associada a outras funções.
"Ainda há muito debate sobre se o orgasmo pode cumprir outras funções, como um fortalecimento do vínculo emocional", disse ela. "Então, não podemos excluir (a possibilidade de) que, apesar de ter perdido sua conexão com a reprodução, o orgasmo feminino possa ter outras funções."
No entanto, alguns pesquisadores preferem outras explicações sobre o orgasmo feminino.
Elisabeth Lloyd, professora de biologia da Universidade de Indiana e autora de O Caso do Orgasmo Feminino: Preconceito na Ciência da Evolução, descreveu no jornal britânico The Guardian o trabalho de Yale como "importante" por sua abordagem original de estudar a evolução das espécies.
Mas Lloyd diz que ainda se sabe muito pouco sobre o orgasmo em outras espécies e garante que, além de descarga hormonal, devem ser levados em conta outros aspectos neurológicos e musculares desse fenômeno.
Em seu livro, a pesquisadora afirma que o orgasmo feminino é simplesmente um remanescente do desenvolvimento embrionário.
"Só na oitava semana (do embrião) se produz uma forte liberação de hormônios masculinos que transforma os órgãos genitais em genitais masculinos", diz Lloyd.
Os homens precisam do orgasmo para transferir o esperma, mas as mulheres, de acordo com a bióloga, também têm tecidos musculares e terminações nervosas para o orgasmo, que ela descreve como um "acréscimo fantástico".
"Além do prazer, parece não ter um objetivo", diz Lloyd, ainda segundo o Guardian. "Mas isso não significa que o orgasmo feminino não seja importante. Ele simplesmente não parece ter uma função evolucionária."
"Homens também gostam de receber elogios sobre sua aparência, mesmo que sejam apenas detalhes, eles se sentem
muito bem"
"Se você gosta de um cara, aborde-o e deixe-o saber sobre o seu sentimento"
"Às vezes, os homens gostam de ficar sozinhos. Não é que estejam com raiva de você ou te ignorando, eles apenas gostam de
ficar sozinhos"
"Nenhum homem é igual ao outro. Assim como nenhuma mulher é igual a outra. Qualquer generalização que você faz nesse sentido não é justa"
"Os homens não pensam em sexo a cada sete segundos. Eu li isso em uma revista feminina enquanto esperava no consultório do dentista. Essas percepções de revistas femininas sobre os homens são ridículas"
"Nunca tente adivinhar o que se passa pela nossa cabeça. Você pode pensar errado e estragar tudo. A verdade é que nós estamos provavelmente apenas pensando no último episódio de ‘Game of Thrones’ ou algo parecido. Se você quiser saber, pergunte"
"Alguns homens realmente sabem que você está tentando se insinuar, mas não querem constrangê-la com medo de serem mal interpretados. Até porque, muitos de nós já entendeu errado e se envergonhou diante de uma mulher. Por isso, somos mais cautelosos"
"Só porque um homem é fisicamente maior do que você não quer dizer que socos e pontapés não doem --mesmo quando são de brincadeira. Não somos árvores ou pedras, sentimos dor"
"Se um homem tem sempre de dar início ao sexo, ele vai pensar que você não o deseja. E isso acontece mesmo se você é casado. Na verdade, especialmente se você é casado".
Valéria Mendes - Saúde Plena
Publicação:09/06/2016 16:15
Foram ouvidas 3 mil pessoas de sete regiões metropolitanas do país, incluindo BH. Resultado mostra que estereótipos de gênero persistem: homens querem oito relações sexuais por semana e mulheres se satisfazem com três. Que o sexo é importante para o relacionamento, 96,2% dos homens e 94,5% das mulheres concordam, mas as coincidências param por aí.
Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (09/09) sobre o comportamento sexual do brasileiro e da brasileira mostra que a desigualdade de gênero ainda limita a expressão da sexualidade das mulheres. “Muitas temem julgamentos relacionados a certos comportamentos sexuais, o que acaba fazendo com que limitem o próprio prazer. Não é tão fácil nem tão rápido se libertar de padrões anteriormente impostos”, afirma Carmita Abdo coordenadora da pesquisa Mosaico 2.0.
O levantamento nacional com mais de 3 mil entrevistas com pessoas entre 18 e 70 anos e divididas em cinco faixas etárias foi realizado em sete regiões metropolitanas do país, incluindo Belo Horizonte. O resultado mostra que os estereótipos persistem: enquanto eles fazem sexo só por atração, elas rejeitam relações sexuais baseadas apenas na atração física. Os homens querem oito relações sexuais por semana e as mulheres se satisfazem com apenas três. Além disso, o número de parceiros nos últimos 12 meses foi de dois para os homens e de um para as mulheres.
Quando o assunto é insegurança, a resposta das mulheres condiz com a realidade machista. O que elas mais temem (45,9%) é contrair uma doença sexualmente transmissível (DST). Isso por que culturalmente ainda é responsabilidade delas não só a prevenção de doenças, mas também a contracepção. No caso deles, a maior preocupação é não satisfazer a parceira, temor apontado por 54,8% do grupo masculino.
O sexo protegido é uma preocupação maior para os jovens. São as pessoas entre 18 e 25 anos que mais se previnem durante o sexo. A porcentagem dos que sempre utilizam preservativo no ato sexual é de 36,2% nessa faixa etária, índice que cai gradualmente até chegar a 10,5% entre aqueles de 60 a 70 anos de idade. São também os mais jovens que mais responderam que o sexo é pouco ou nada importante para a harmonia do casal.
Sexo e amor
Independentemente do gênero, a maioria das pessoas entrevistadas (56%) faz distinção entre a vida afetiva e sexual, mas essa percepção é um pouco mais nítida para os homens (59,7%) do que para mulheres (51%). Enquanto 50,8% deles se diz satisfeito em ambos os aspectos, 44,4% delas têm a percepção de que a vida sexual e afetiva vai bem.
Isolando cada um dos dois pilares (sexo e amor), os homens estão mais realizados do que as mulheres: 13,5% das mulheres diz que não está satisfeita em nenhuma das duas situações ante 8,6% dos homens.